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A hora e a vez de lançarmos um novo olhar sobre a biossegurança no transporte

18/12/2025 ·

A hora e a vez de lançarmos um novo olhar sobre a biossegurança no transporte

Em meio à ameaça da gripe aviária e outras doenças com alto poder de disseminação, novas tecnologias e soluções para a descontaminação dos veículos vem ganhando protagonismo. O registro do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil, em Montenegro, no Rio Grande do Sul, elevou o nível de alerta sanitário em […]

Em meio à ameaça da gripe aviária e outras doenças com alto poder de disseminação, novas tecnologias e soluções para a descontaminação dos veículos vem ganhando protagonismo.

O registro do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil, em Montenegro, no Rio Grande do Sul, elevou o nível de alerta sanitário em todo o país. Embora restrito à avicultura, o episódio chama atenção de toda a cadeia de produção animal sobre a escalada geográfica de doenças transfronteiriças com alto poder de disseminação. Os riscos são reais, palpáveis e é imperativo reforçar os mecanismos de controle sanitário.

O momento não é para pânico. Ao contrário, a transparência e a rápida atuação do serviço oficial brasileiro demonstram preparo para lidar tanto com o foco específico quanto com emergências sanitárias em geral, o que pode, inclusive, reforçar a percepção de robustez e a credibilidade da estrutura sanitária brasileira. Ainda assim, o cenário exige atenção redobrada.

Mais do que nunca, é hora de promover uma revisão cuidadosa dos protocolos de biossegurança, desde os mais simples, como controle de acesso a granjas, até os mais complexos e estratégicos, como o transporte de animais vivos, apontado como um dos principais vetores de disseminação de agentes infecciosos.

Diante do avanço de doenças de alta transmissibilidade, a biossegurança no transporte projeta-se como um ponto crítico para a contenção de surtos. Nessa conjuntura, tecnologias capazes de oferecer soluções rápidas e eficazes ganham protagonismo.


Tecnologia térmica para descontaminação de veículos

Em meio a crescente pressão sanitária, a Setta apresenta uma tecnologia que vem avançando por promover a inativação de bactérias, fungos e vírus nos caminhões de transporte de animais de produção. O Thermo-assisted drying and decontamination (TADD) é uma estação hermeticamente fechada que submete a carreta a um fluxo de ar aquecido constante, a uma temperatura de 70ºC por 20 minutos.

A principal vantagem do TADD é garantir, de forma padronizada e automatizada, a descontaminação e secagem total do veículo, condição essencial para inativar bactérias, fungos e vírus. Nos Estados Unidos, Canadá e Europa, grande parte da frota de transporte da cadeia produtiva já opera com esse sistema. No Brasil, a Agroceres PIC, líder no mercado de genética de suínos, foi responsável por introduzir o conceito, aplicando a tecnologia em sua estrutura logística e nos projetos de alguns clientes.

“Esse equipamento é uma solução avançada, moderna e eficiente para o controle de biossegurança dos meios de transportes, sendo uma ferramenta decisiva na mitigação dos riscos de introdução de patógenos por essa via nas granjas”, afirma Nevton Hector Brun, gerente de Produção da Agroceres PIC.

 

Eficiência, sustentabilidade e impacto operacional

O TADD System se destaca também por seu ganho de eficiência. Enquanto métodos convencionais exigem 12 horas (ou mais) de vazio sanitário entre desinfecção e carregamento, o sistema térmico elimina essa necessidade, sem uso de desinfetantes. Isso otimiza a utilização da frota, reduz gargalos logísticos e eleva os padrões sanitários da operação.

Do ponto de vista ambiental, o TADD também entrega. O processo reduz a emissão de CO₂ e o consumo energético em comparação com soluções baseadas em químicos e longos períodos de inatividade. Além disso, elimina o risco de criação de cepas resistentes, fenômeno associado ao uso contínuo e indiscriminado de desinfetantes de amplo espectro.

“A biossegurança no transporte ainda é um elo vulnerável no Brasil. O TADD traz previsibilidade, consistência e proteção superior, atributos essenciais para manter o elevado status sanitário do agronegócio brasileiro”, afirma Vinicius Dias, CEO da Setta.

Por se basear exclusivamente em tratamento térmico, o TADD não depende da ação de princípios ativos. Isso amplia sua eficácia mesmo contra vírus mais resistentes e elimina a necessidade de múltiplas etapas de limpeza e secagem, hoje realizadas manualmente.

O processo representa um avanço significativo para a biossegurança e a eficiência operacional. Além de elevar a segurança sanitária, a tecnologia elimina por completo a necessidade de vazio sanitário, gerando uma substancial economia logística. É precisamente nessa otimização logística e na prevenção de contaminações, que o investimento no TADD se justifica, garantindo proteção e eficiência para o setor.


Modernização da biossegurança brasileira

De acordo com Nevton, a adoção do TADD System vai além da resposta a um momento crítico. Representa um movimento estratégico rumo à modernização estrutural da biossegurança brasileira. “Em um cenário global de recrudescimento sanitário e pressão sobre os mercados exportadores, tecnologias como essa oferecem não apenas proteção, mas competitividade”, observa.

Já para Vinicius, CEO da Setta, mais do que uma medida emergencial, o TADD sinaliza uma mudança de patamar: da contenção reativa à prevenção sistêmica. “Em um país que é potência na produção animal, inovações com esse perfil deixam de ser opcionais e passam a ser estratégicas”, finaliza.