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Digitalização do setor elétrico: como a Setta está contribuindo para um sistema mais eficiente, seguro e sustentável

18/12/2025 ·

Digitalização do setor elétrico: como a Setta está contribuindo para um sistema mais eficiente, seguro e sustentável

O investimento da Setta em tecnologias de digitalização tem ganhado destaque em importantes portais do setor elétrico. Em um cenário marcado pelo crescimento do consumo de energia no Brasil — que avançou 3,9% em 2024, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) —, a modernização da infraestrutura elétrica deixou de ser uma […]

O investimento da Setta em tecnologias de digitalização tem ganhado destaque em importantes portais do setor elétrico. Em um cenário marcado pelo crescimento do consumo de energia no Brasil — que avançou 3,9% em 2024, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) —, a modernização da infraestrutura elétrica deixou de ser uma tendência e passou a ser uma necessidade estratégica. 

Nesse contexto, as subestações digitais, baseadas na norma internacional IEC 61850, surgem como um dos principais caminhos para tornar a rede elétrica brasileira mais eficiente, responsiva, segura e preparada para a transição energética. 

 

A pressão por eficiência em um sistema elétrico em expansão 

O aumento consistente da demanda por energia elétrica impõe desafios significativos ao sistema elétrico nacional. Além de garantir estabilidade e confiabilidade, é preciso lidar com a crescente integração de fontes renováveis, como solar e eólica, que alteram profundamente a dinâmica tradicional da rede. 

Diante desse cenário, a digitalização do sistema elétrico desponta como uma solução essencial para viabilizar uma infraestrutura mais ágil, inteligente e resiliente. 

 

O papel da Setta Digital Labs na transformação do setor 

Através da Setta Digital Labs, a Setta tem atuado ativamente no desenvolvimento de soluções de digitalização voltadas para subestações e sistemas elétricos de alta complexidade. 

Essas soluções contribuem diretamente para: 

  • Redução de perdas operacionais 
  • Otimização de processos e ativos 
  • Aumento da segurança das equipes em campo 
  • Maior previsibilidade e confiabilidade do sistema 

Empresas como a Setta têm liderado iniciativas que posicionam o Brasil na rota da inovação tecnológica no setor elétrico. 

 

Subestações digitais e a norma IEC 61850 

As subestações digitais representam um salto significativo em relação aos sistemas analógicos convencionais. Elas operam com: 

  • Sensores inteligentes 
  • Softwares avançados 
  • Comunicação padronizada pela norma IEC 61850 

Essa padronização permite interoperabilidade entre equipamentos de diferentes fabricantes, acelera o tempo de resposta frente a falhas e viabiliza uma gestão mais eficiente da rede elétrica. 

Em entrevista ao Canal Solar, Gabriel Gomes, gerente de projetos da Setta, explica que essa arquitetura digital é fundamental para lidar com a complexidade crescente do sistema elétrico brasileiro. 

 

Digitalização e a expansão das energias renováveis 

Com a inserção dos IBRs (Inverter-Based Resources) na matriz energética, surgiram desafios que fogem das filosofias convencionais de proteção do sistema elétrico. 

Segundo Gabriel Gomes, a digitalização é o único caminho viável para: 

  • Implantar lógicas de proteção mais modernas 
  • Permitir a troca de mensagens entre inversores e relés de proteção 
  • Garantir maior confiabilidade e evitar apagões 

Além disso, subestações digitais são mais compactas e utilizam menos cobre, reduzindo o impacto ambiental da infraestrutura elétrica. 

 

Mais segurança, menos falhas e maior previsibilidade 

A digitalização baseada na IEC 61850 possibilita uma teleproteção mais efetiva entre subestações, além da implementação de rotinas automáticas de teste e monitoramento. 

Na prática, isso significa: 

  • Atuação preventiva antes que falhas ocorram 
  • Redução significativa de erros humanos 
  • Maior confiabilidade na atuação das proteções 

Dados do ONS indicam uma redução de até 61% nas falhas causadas por eventos humanos em subestações digitais quando comparadas às convencionais. 

 

Cibersegurança como pilar da digitalização 

Com a evolução digital, a cibersegurança se torna um requisito central. Sistemas modernos já contam com: 

  • Gestão de acessos por usuário e senha 
  • Registros detalhados de ações 
  • Redução da necessidade de acesso direto aos IEDs 

A aplicação de normas como a IEC 62351 fortalece a proteção dos sistemas digitais e aumenta a rastreabilidade das operações. 

 

Impactos para o consumidor final 

Embora o impacto direto nas tarifas seja gradual, a digitalização traz benefícios claros ao consumidor: 

  • Maior estabilidade do sistema elétrico 
  • Menos interrupções no fornecimento 
  • Otimização do gerenciamento do SIN 

Com um sistema mais eficiente e confiável, a expectativa é de ganhos econômicos no médio e longo prazo. 

 

O futuro das subestações digitais 

Nos próximos anos, a digitalização deve ser impulsionada por tecnologias como: 

  • Process Bus 
  • TSN (Time-Sensitive Networking) 
  • Virtualização de IEDs 
  • Gêmeos Digitais (Digital Twins) 

Essas inovações permitirão simulações em tempo real, diagnósticos avançados e maior eficiência nos processos de manutenção e comissionamento. 

 

Brasil no cenário internacional 

O Brasil ocupa hoje uma posição intermediária no cenário global de digitalização do setor elétrico. Embora ainda não esteja na vanguarda, já apresenta cases relevantes e um ecossistema tecnológico compatível com padrões internacionais. 

O desafio agora é acelerar a maturidade digital, ampliar a capacitação técnica e fortalecer a cibersegurança — um movimento no qual a Setta tem papel ativo e estratégico. 

 

Uma rede elétrica cada vez mais inteligente 

A longo prazo, a digitalização abre caminho para uma rede elétrica cada vez mais autogerenciável, com menor necessidade de intervenção humana e maior capacidade de adaptação aos desafios da transição energética. 

A Setta segue investindo em tecnologia, inovação e conhecimento técnico para construir, junto ao setor elétrico brasileiro, um futuro mais eficiente, seguro e sustentável.