Digitalização do setor elétrico: como a Setta está contribuindo para um sistema mais eficiente, seguro e sustentável
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O investimento da Setta em tecnologias de digitalização tem ganhado destaque em importantes portais do setor elétrico. Em um cenário marcado pelo crescimento do consumo de energia no Brasil — que avançou 3,9% em 2024, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) —, a modernização da infraestrutura elétrica deixou de ser uma […]
O investimento da Setta em tecnologias de digitalização tem ganhado destaque em importantes portais do setor elétrico. Em um cenário marcado pelo crescimento do consumo de energia no Brasil — que avançou 3,9% em 2024, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) —, a modernização da infraestrutura elétrica deixou de ser uma tendência e passou a ser uma necessidade estratégica.
Nesse contexto, as subestações digitais, baseadas na norma internacional IEC 61850, surgem como um dos principais caminhos para tornar a rede elétrica brasileira mais eficiente, responsiva, segura e preparada para a transição energética.
A pressão por eficiência em um sistema elétrico em expansão
O aumento consistente da demanda por energia elétrica impõe desafios significativos ao sistema elétrico nacional. Além de garantir estabilidade e confiabilidade, é preciso lidar com a crescente integração de fontes renováveis, como solar e eólica, que alteram profundamente a dinâmica tradicional da rede.
Diante desse cenário, a digitalização do sistema elétrico desponta como uma solução essencial para viabilizar uma infraestrutura mais ágil, inteligente e resiliente.
O papel da Setta Digital Labs na transformação do setor
Através da Setta Digital Labs, a Setta tem atuado ativamente no desenvolvimento de soluções de digitalização voltadas para subestações e sistemas elétricos de alta complexidade.
Essas soluções contribuem diretamente para:
- Redução de perdas operacionais
- Otimização de processos e ativos
- Aumento da segurança das equipes em campo
- Maior previsibilidade e confiabilidade do sistema
Empresas como a Setta têm liderado iniciativas que posicionam o Brasil na rota da inovação tecnológica no setor elétrico.
Subestações digitais e a norma IEC 61850
As subestações digitais representam um salto significativo em relação aos sistemas analógicos convencionais. Elas operam com:
- Sensores inteligentes
- Softwares avançados
- Comunicação padronizada pela norma IEC 61850
Essa padronização permite interoperabilidade entre equipamentos de diferentes fabricantes, acelera o tempo de resposta frente a falhas e viabiliza uma gestão mais eficiente da rede elétrica.
Em entrevista ao Canal Solar, Gabriel Gomes, gerente de projetos da Setta, explica que essa arquitetura digital é fundamental para lidar com a complexidade crescente do sistema elétrico brasileiro.
Digitalização e a expansão das energias renováveis
Com a inserção dos IBRs (Inverter-Based Resources) na matriz energética, surgiram desafios que fogem das filosofias convencionais de proteção do sistema elétrico.
Segundo Gabriel Gomes, a digitalização é o único caminho viável para:
- Implantar lógicas de proteção mais modernas
- Permitir a troca de mensagens entre inversores e relés de proteção
- Garantir maior confiabilidade e evitar apagões
Além disso, subestações digitais são mais compactas e utilizam menos cobre, reduzindo o impacto ambiental da infraestrutura elétrica.
Mais segurança, menos falhas e maior previsibilidade
A digitalização baseada na IEC 61850 possibilita uma teleproteção mais efetiva entre subestações, além da implementação de rotinas automáticas de teste e monitoramento.
Na prática, isso significa:
- Atuação preventiva antes que falhas ocorram
- Redução significativa de erros humanos
- Maior confiabilidade na atuação das proteções
Dados do ONS indicam uma redução de até 61% nas falhas causadas por eventos humanos em subestações digitais quando comparadas às convencionais.
Cibersegurança como pilar da digitalização
Com a evolução digital, a cibersegurança se torna um requisito central. Sistemas modernos já contam com:
- Gestão de acessos por usuário e senha
- Registros detalhados de ações
- Redução da necessidade de acesso direto aos IEDs
A aplicação de normas como a IEC 62351 fortalece a proteção dos sistemas digitais e aumenta a rastreabilidade das operações.
Impactos para o consumidor final
Embora o impacto direto nas tarifas seja gradual, a digitalização traz benefícios claros ao consumidor:
- Maior estabilidade do sistema elétrico
- Menos interrupções no fornecimento
- Otimização do gerenciamento do SIN
Com um sistema mais eficiente e confiável, a expectativa é de ganhos econômicos no médio e longo prazo.
O futuro das subestações digitais
Nos próximos anos, a digitalização deve ser impulsionada por tecnologias como:
- Process Bus
- TSN (Time-Sensitive Networking)
- Virtualização de IEDs
- Gêmeos Digitais (Digital Twins)
Essas inovações permitirão simulações em tempo real, diagnósticos avançados e maior eficiência nos processos de manutenção e comissionamento.
Brasil no cenário internacional
O Brasil ocupa hoje uma posição intermediária no cenário global de digitalização do setor elétrico. Embora ainda não esteja na vanguarda, já apresenta cases relevantes e um ecossistema tecnológico compatível com padrões internacionais.
O desafio agora é acelerar a maturidade digital, ampliar a capacitação técnica e fortalecer a cibersegurança — um movimento no qual a Setta tem papel ativo e estratégico.
Uma rede elétrica cada vez mais inteligente
A longo prazo, a digitalização abre caminho para uma rede elétrica cada vez mais autogerenciável, com menor necessidade de intervenção humana e maior capacidade de adaptação aos desafios da transição energética.
A Setta segue investindo em tecnologia, inovação e conhecimento técnico para construir, junto ao setor elétrico brasileiro, um futuro mais eficiente, seguro e sustentável.